Vitamina D, alimentação e gravidez

Junho é o mês Internacional da Fertilidade, por proposta da American Fertility Association. A infertilidade afeta 9% dos casais portugueses, e a vitamina D pode desempenhar um papel fundamental tanto em mulheres grávidas quanto naquelas que desejam engravidar.

Vitamina D, o que é?

A vitamina D é uma vitamina amplamente conhecida pela sua função na absorção de cálcio, essencial para a mineralização dos ossos. Além disso, também está envolvida em processos imunológicos e desempenha um papel relevante na fertilidade e na gravidez.

Existem dois tipos de vitamina D: D2 e D3.

  • A vitamina D2 (ergocalciferol) é produzida por fungos e plantas e é adquirida através da dieta.
  • A vitamina D3 (colecalciferol) é produzida diretamente pelo organismo e também é adquirida a partir de fontes animais.

Fontes de vitamina D:

  • Exposição solar: A exposição aos raios UV induz a síntese de vitamina D pelo próprio organismo. Estima-se que aproximadamente 90% da vitamina D que obtemos vem desse processo. Assim, apanhar sol de forma moderada é positivo para a saúde. No entanto, existem diferentes fatores, como o uso de protetores solares, roupa ou a época do ano, que limitam a produção de vitamina D.
  • Dieta: Alimentos ricos em vitamina D incluem peixes gordos, como cavala, atum ou salmão, e óleos de fígado de peixe. Ovos, laticínios e cogumelos também contêm vitamina D, embora em menor quantidade.

Embora existam doenças relacionadas à deficiência de vitamina D, como doença celíaca, doenças hepáticas ou obesidade, a deficiência de vitamina D também pode ocorrer mesmo na ausência de qualquer doença.
No inverno, segundo o estudo publicado no Archives of Osteoporosis, apenas 2 em cada 10 portugueses apresenta níveis normais de vitamina D e que esta carência é um problema que em Portugal ainda é desvalorizado.

Vitamina D e Gravidez

  • Existem vários estudos que relacionam a deficiência de vitamina D com gravidezes associadas a um maior risco de pré-eclâmpsia, infeções, alterações vasculares da placenta, diabetes gestacional ou partos prematuros.
  • Também foi comprovado que os níveis de vitamina D durante a gravidez são significativamente mais elevados. Embora não se conheça exatamente o motivo, uma das teorias mais aceites é que a vitamina D participa na resposta imunológica do feto em relação ao corpo da mãe. Portanto, é muito importante que a futura mãe tenha níveis adequados de vitamina D.
  • Essa deficiência também pode afetar a saúde futura do recém-nascido. Por exemplo, pode afetar o tamanho do bebé no nascimento, aumentando o risco de alergias ou diminuindo a Densidade Mineral Óssea.

Vitamina D e Fertilidade

A deficiência de vitamina D em mulheres está associada a taxas baixas de gravidez e complicações no Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP), uma das principais causas de infertilidade feminina.

  • Não afeta apenas as mulheres. Também nos homens, níveis adequados de vitamina D foram relacionados com uma boa qualidade dos espermatozoides e um aumento nos níveis de testosterona.

Suplementos de vitamina D

Os níveis recomendados de vitamina D são entre 600 e 800 Unidades Internacionais (UI), dependendo da idade e das condições de cada pessoa.
Quando o nível de vitamina D é muito baixo e não pode ser obtido através da dieta ou exposição solar, existem suplementos alimentares que ajudam a manter os valores adequados.
Durante a gravidez, é o médico quem deve informar sobre uma possível deficiência de vitamina D através de uma simples análise de sangue e, de acordo com o resultado, recomendará os suplementos mais adequados para cada situação.